sexta-feira, março 23, 2007

E os discípulos do Aguinaldo??



Que caminhos seguiram Ana Maria Moretszon e Ricardo Linhares...

Numa tarde chuvosa na cidade maravilhosa, Daniel Bastos avista a mulher da sua vida, parece que é sua amada Paula, ele grita isso tudo numa chuva torrencial. No ano de 1991 no mesmo Rio de janeiro as mães Stella, Georgiana e Eliana estão pra dar a luz, num cenário muito bem caracterizado pela produção de arte até um celular inviável pro ano de 1991 é aceitável, e os carros dão certo ar de nostalgia do começo da década passada.
Nesse mesmo 1991 O dono do mundo estreiou, e assim a parceria entre Gilberto Braga e Ricardo Linhares, mas antes disso no ano de 1989 Ana Maria Moretszohn e Ricardo Linhares ajudavam Aguinaldo Silva num clássico da teledramaturgia nacional: Tieta, Joana Fomm na pele da viúva Perpetua e a Tieta de Betty Faria formaram rivais únicas no imaginário do Brasileiro, e Aguinaldo fez mais duas novelas com essa dupla: Pedra sobre pedra e Fera Ferida, sucessos de audiência.
Em 1996 na BAND Ricardo e Ana Maria começaram as suas carreiras solos, Ricardo escreveu já com o renomado Mario Prata a novela O Campeão, seguido por Ana Maria na novela Perdidos de amor, depois a autora continuou na emissora paulista onde fez Serras azuis e Meu pé de laranja lima, já Ricardo voltou pra globo onde fez Meu bem querer.
No ano de 2000 Moretszohn volta num conto de fadas de sucesso retumbante na novela das 6: Esplendor, onde fez também Estrela guia (a famosa novelinha que Sandy fez, mas tinha mais graça quando outros núcleos apareciam) e Sabor da paixão. Anos antes em 1997 Ricardo voltou pra Globo e escreveu com seu mestre Aguinaldo e repetiu a dobradinha em 2001 em Porto dos milagres, 2003 Linhares fez mais uma novela solo: Agora é que são elas, e com o fim dessa e da morte da autora Leonor Bassères o autor volta a fazer dobradinha com Gilberto em Celebridade como fez em Dono do mundo e em Anos rebeldes (1992).
Voltando pro ano de 1991, ano onde Luz do sol começa... Uma história rica, rápida e com um elenco bem entrosado, com uma surpreendente atuação de Suzana Werner (Georgiana), numa participação curta mais muito marcante, Tom (Petrônio Gontijo) marido desolado, mas pai dedicado da filha que teve com Georgiana, faz Petrônio brilhar nesse primeiro capitulo Luiza Tomé, Eliana Guttman muito bem entrosadas como mãe/filha e mãe/futura vó, já em outro ponto do Rio, Eliana vivida com precisão pela sempre ótima Patrícia França começa o trabalho de parto enquanto seu marido Agenor (Leonardo Bricio) vai pro mar atrás de um trabalho arriscado, novela agiu, inteligente, bem encadernada, o único empecilho pra Ana Maria é um certo Paraíso... Nesse Paraíso tropical Linhares ajuda novamente a escrever um novelão a 4 mãos mais colaboradores com Gilberto Braga, uma novela muito bem feita, cada detalhe uma vontade de ver, mas será que o brasileiro ainda quer ver novelão??
Sinceramente acho que não, será mais um ponto da Record em ter investido na pupila do Aguinaldo? Mas se ela fracassar como já fracassou na novela leve e saborosa: Sabor da paixão?? Não sei, só o tempo dirá, Record arriscando a bater de frente com a tradicional novela das 8? Mesmo ela passando as 9... Sei não. Que vença o melhor pupilo Aguinaldista.

2 Comentários:

Às sexta-feira, 23 de março de 2007 23:05:00 BRT , Blogger David disse...

num gosto nem de um nem de outro e essa novela nova ta muito clichezenta pra min srrrrs cricri eu! bjo

 
Às domingo, 27 de janeiro de 2008 18:00:00 BRST , Blogger Eduardo disse...

O fato é que msm Luz do Sol não tendo uma grande audiência, a novela é tão boa qto Paraíso Tropical..

Pra mim, os discipulos de Aguinaldo acabaram se tornando autores melhores do que o mestre...

 

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